O Caminho do Ouro é uma antiga trilha indígena que unia as tribos de Paraty com as do Vale do Paraíba. Em 1660 foi alargada por ordem de Salvador Corrêa de Sá e teve seu trajeto ligeiramente modificado. No início do século XVIII foi calçada com pedras, retiradas dos rios próximos, passando a ser usado para escoar o ouro de Minas Gerais e para abastecê-la com gêneros alimentícios.
História e natureza andam juntas pela estrada calçada com pedras, cuja parte preservada inicia próximo à Cachoeira do Tobogã e termina no alto da serra. A natureza no entorno do Caminho do Ouro está repleta de árvores, córregos e cachoeiras, envolvendo uma história feita de sangue, suor e ouro. Ouro que trouxe felicidade a alguns, mas suor e sangue para muitos índios e escravos forçados a trabalhar nas minas, na construção das estradas e no carregamento do ouro. Durante a colonização do Brasil, essa trilha foi aproveitada pelos portugueses para desbravar as regiões do Vale do Paraíba e de Minas Gerais. As tropas de mulas subiam e desciam tão intensamente pela trilha que foi necessário calçar os trechos de serra para suportar o tráfego. Esse trecho calçado com pedras começa, na sua parte mais baixa, junto à igreja do Penha, terminando, aproximadamente, dez quilômetros acima, próximo à divisa entre Paraty e Cunha. A maior parte do caminho está dentro da mata, sendo que alguns trechos estão cobertos por terra e vegetação e, outros foram destruídos pelo tempo ou pelo homem, porém em quase todo o trajeto o calçamento de pedras está visível.
O passeio pelo Caminho do Ouro não pode ser feito por conta própria, o ideal é contratar um guia (pode ser conseguido no local de início ou nas agências de turismo), pois o Caminho do Ouro hoje passa por propriedades particulares e é para conhecer a história do Caminho do Ouro e para visualizar detalhadamente o local. Visitar o Caminho do Ouro permite conhecer, não só uma importante obra de engenharia, mas também uma ecologia deslumbrante e o povo paratiense com sua cultura, seu passado e seu presente. Cachoeiras, ateliers, alambiques, comidas caseira e muito mais.

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